A configuração política israelense

“A política israelense muda muito rapidamente. Hoje, vemos partidos tradicionalmente fortes que perderam a relevância nos últimos anos”, falou Marcos Susskind, na palestra inaugural do segundo semestre na WIZO-SP sobre esse interessante tema.

O palestrante explicou com detalhes como funciona o sistema parlamentarista em Israel. Segundo ele, dos 28 partidos que disputaram cadeiras na Knesset (o parlamento israelense), apenas dez conseguiram atingir o número de votos necessários (pelo menos 3,5%). Destes, cinco são governistas e a outra metade é de oposição.

Na democracia do país, Susskind explicou que há partidos árabes, que têm membros judeus, assim como há partidos judaicos com membros árabes. “Um dos partidos que mais cresceu após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocar novas eleições em março desse ano foi o Likud, que passou a ocupar de 18 para 30 cadeiras no parlamento”.

Quanto ao número de correntes na política israelense, Susskind disse que “os quatro grupos ultraortodoxos, nacionalistas religiosos, árabes e laicos se dividem em inúmeros subgrupos, o que torna a política israelense muito mais complexa”.

Com boa presença de público, as voluntárias foram presenteadas, na chegada, com adesivos do novo logotipo da WIZO Mundial, comemorando os 95 anos da instituição presente em mais de sessenta países nos cinco continentes.