A Hagadá de Pessach

De maneira didática, Routi Holcman fez uma interessante palestra na Sede sobre alguns aspectos pouco discutidos da Hagadá de Pessach. “Em tese, a Hagadá conta a saída do Egito, mas, na realidade, contém muito pouco sobre esse fato”, explicou. Para embasar sua ideia, mostrou como no início o livro fala do cumprimento da promessa que D’us fez a Avraham (Abraão) de tirar o povo judeu da escravidão, e não com Moshé (Moisés), que é citado apenas uma vez de forma “terceirizada”.

Segundo a palestrante, a Hagadá tem três momentos essenciais: “o primeiro é o do reconhecimento dos erros de Iaacov (Jacob), que o levou à primeira escravidão por Lavan (Labão) e de seus filhos, que venderam Iosef (José) ao Egito. Em seguida, vem a representação de como D’us nos tirou do Egito, pela leitura das dez pragas. E por fim, o agradecimento pelo cumprimento da promessa de nos tornar um povo livre”.

Sobre a travessia do Mar Vermelho, Routi falou sobre as opções que restavam aos judeus frente à água e o desconhecido: rezar, voltar para a escravidão, lutar ou se suicidar no mar. “Nenhuma dessas era uma verdadeira opção, o importante era agir, dar o primeiro passo, e só depois da ação é que D’us abriu o mar”.

No final, Routi, que é chaverá do Grupo Silvia Hodara, respondeu aos vários questionamentos da plateia.