A mulher no judaísmo

A palestrante Simcha Azulay esteve na Sede, onde falou sobre o papel da mulher no judaísmo. Mãe de 11 filhos – ela contou que sempre faz questão de iniciar suas palestras revelando esse dado –, Simcha desmentiu aqueles que dizem que as mulheres possuem papel secundário na religião judaica.

A convidada começou contando sobre a atuação essencial das quatro matriarcas – Sara, Rivka, Lea e Rachel – na formação das bases do judaísmo. “No caso da expulsão de Ismael, Deus fala para Avraham sempre escutar e obedecer ao que sua esposa Sara lhe falar, o que ainda serve para todos os maridos até hoje”, exemplificou.

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Ela também falou da importância de Rivká na proteção a seu filho Itzhak em relação ao seu irmão Essav. “Ela sabia que em alguns momentos, era mais importante agir do que falar, e foi essencial para a sobrevivência do nosso povo”, disse.

Simcha falou ainda sobre outras mulheres emblemáticas da nossa história, como Miriam, irmã de Moshé, e todas as mulheres que, mesmo na terrível situação de escravidão do Egito, convenceram seus maridos a ter filhos para fortalecer o povo judeu.

Nos dias de hoje, ela também refutou a ideia de que, por serem mais ativos nos rituais na sinagoga, os homens possuem uma função central no judaísmo, enquanto as mulheres são secundárias. “O local mais importante na religião judaica é o lar, e lá é a mulher que tem papel preponderante, por isso, não há sentido em dizer que temos menos importância que os homens”, finalizou.