A riqueza da literatura judaico-brasileira

“Hoje, há uma explosão literária entre os netos de imigrantes judeus no Brasil, com reconhecimento do público e da crítica.” Essa é a constatação da escritora e resenhista Vivian Schlesinger, coordenadora dos Clubes de Leitura da Hebraica e da Casa das Rosas e jurada do Prêmio Jabuti, em sua interessante palestra na Sede.

Segundo ela, muitos escritores de origem judaica têm ganhado importantes prêmios literários no país, em diversos gêneros: infantil, humor, poesia, temas atuais, etc. “Uma explicação para esse fenômeno é que os livros são o centro da herança judaica”, afirmou.

Em sua exposição, ela contou um pouco da história da literatura judaica mundial, passando por nomes consagrados como Sholem Aleichem, Isaac Bashevis Singer, Amos Oz, Philip Roth, Kafka, Stefan Zweig, Michael Chabon, entre muitos outros, até chegar aos autores nacionais, como Clarice Lispector. “Embora não mencione nada de judaísmo em suas obras, é impossível não perceber as raízes judaicas nos livros de Clarice”.

Segundo Vivian, a grande virada para a popularização da literatura judaica no país se deu com Moacir Scliar, que misturava sua educação laica com o judaísmo, o ser brasileiro (no caso dele, também gaúcho) e o ser judeu. Entre os destaques hoje, ela citou nomes como Ilan Brenman, Sergio Kohn, Luis Krausz, Daniel Galera, Michel Laub, entre outros.

No final, Vivian tirou dúvidas das voluntárias, encerrando sua rica aula de cultura judaica.