Ato de Yom Hashoá Ve Haguevurá

Foi realizado na Sede o ato para lembrar os seis milhões de judeus mortos durante a Segunda Guerra Mundial. Após a leitura de textos e poesias relativas à data pelas chaverot Frida Kier Weingarten e Rebeca Rosenberg, foram acesas seis velas, enquanto o moré Theo Holtz recitava o Izcor e orações para homenagear as vítimas do regime nazista.

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Em seguida, o Coral Sharsheret, regido pela maestrina Sima Halpern, entoou músicas que remetem à bravura dos que resistiram à ocupação alemã, como o Hino dos Partisans, e à independência de Israel, cuja existência é a garantia para que que o Holocausto nunca mais se repita.

Dando sequência à programação, a sobrevivente e historiadora Ruth Tarasantchi, curadora e diretora do acervo do Museu Judaico de São Paulo, contou sobre sua trajetória e de sua família, que escapou da Iugoslávia para a Itália, e em seguida para o Brasil. Ela trouxe gravuras que retratam os anos difíceis em que sua família esteve ameaçada pelo regime nazista e anunciou que em breve lançará um livro sobre sua história. Tânia Tarandanch, diretora de Relações Institucionais do Museu Judaico, ressaltou a importância das doações de objetos familiares para enriquecer o acervo da instituição.

Por fim, Luiz Carlos Hummel Manzione, que mesmo não sendo de origem judaica, contou sobre seu interesse e como se sensibilizou com a história das vítimas do Holocausto, chegando a visitar os campos de concentração na Alemanha e na Polônia. Ele trouxe diversas fotos sobre sua viagem recente à Cracóvia, que mostravam como a comunidade judaica local ainda vive e tenta fazer com que o massacre nazista nunca caia no esquecimento.