Ato de Yom Hashoá

Em memória dos seis milhões de judeus mortos no Holocausto, na Segunda Guerra Mundial, foram acesas na Sede seis velas durante a cerimônia de Yom Hashoá. A primeira por Miriam Nekrycz, viúva de Ben Abraham z’l, homenageado durante a tarde por sua incansável luta para não deixar cair no esquecimento o massacre perpetrado pelos nazistas. As seguintes foram acesas por Raquel Gotthilf, Raquel Ostrowiecki, Nanette Konig, Yona Davidson e o chazan Theo Holtz, que recitou o Yizcor em homenagem a todas as vítimas.

Nannete Konig, que foi colega de Anne Frank na Holanda antes da guerra e depois a reencontrou no campo de concentração Bergen-Belsen (ela lançou recentemente o livro “Eu sobrevivi ao Holocausto”contando sua história), falou da importância das novas gerações aprenderem e falarem sobre esses acontecimentos: “Em poucas décadas não haverá mais nenhum sobrevivente vivo e por isso é importante que nossos jovens assumam a responsabilidade de transmitir e educar sobre a Shoá”.

Como parte da cerimônia, o Coral Sharsheret cantou músicas que relembram esse período nefasto da história da humanidade, como o Hino dos Partisans, grupos de resistência contra a ocupação nazista no Leste Europeu. Para terminar, o Coral entoou Am Israel Chai e o Hatikva, enfatizando a importância da existência do Estado Judeu, garantia de que algo semelhante não aconteça no futuro.

Chaverot leram poesias e textos sobre o tema e chamaram a atenção para a situação atual, preocupante, principalmente na Europa. Como bem resumiu Nannete, “a vigilância eterna é o preço da liberdade”.