Celebração de Pessach

Para comemorar, por antecipação, a festa de Pessach – que lembra a saída dos hebreus do Egito após 400 anos de escravidão –, a WIZO São Paulo convidou Routi Holcman, que falou sobre o tema “A Festa da Libertação”. Segundo ela, a liberdade se dá até mesmo dentro da ordem do Sêder, o jantar comemorativo da data. “Cada pessoa tem seu momento favorito no Sêder, e se identifica mais com as músicas, com a comida ou com os ensinamentos, e essa liberdade de sermos nós mesmos é uma das lições de Pessach.”

Routi explicou que a leitura da Hagadá e o jantar unem dois elementos importantes: o saber e o sabor. “Um grande pensador, Emmanuel Levinas, filósofo francês descendente de lituanos, dizia que a narrativa da Hagadá não começa com o famoso ‘Era Uma Vez…’, não há uma noção de tempo, até porque muitos dos ensinamentos ali contidos se refletem no presente.”

A palestrante também citou a interpretação de Levinas sobre o Maror, a erva amarga que comemos durante o Sêder. “Para o filósofo, o Maror é o imponderável da vida, são momentos dolorosos que não escolhemos, e vem para nos lembrar a aceitar as coisas nas suas dificuldades”, e complementou: “Ninguém pode fazer apenas o que gosta, o que é agradável, não podemos sempre ter quem vai fazer essa parte desinteressante da vida para nós, precisamos enfrentar os desafios; para Levinas, Pessach, Matzá e Maror, os três elementos fundamentais da data, representam Força, Coragem e Resiliência”.

Uma mesa foi montada com Hagadot de várias épocas e países, da coleção da voluntária Yona Davidson. A tarde terminou com o sorteio de dez cestas com produtos casher lePessach, preparadas pelas jovens do Grupo Tzehirot.