Educação em Israel e antissemitismo

Antes de se aposentar de sua carreira de educadora em Israel, Carmela Dekel não conhecia a fundo o trabalho da WIZO. Quando foi apresentada por uma amiga às escolas e creches da organização, logo se interessou e se tornou voluntária. Hoje, Carmela é presidente da Divisão de Educação da WIZO Mundial. Ela esteve na sede da WIZO-SP, onde contou um pouco sobre seus projetos. “Há muita desigualdade social em Israel, e o que fazemos é dar às crianças mais pobres e com mais dificuldades as mesmas oportunidades das outras no começo, para terminarem o colégio com as mesmas perspectivas de vida”, contou. Um dos projetos implantados por ela foi o Heritage, para que os professores conhecessem a história da WIZO e motivá-los ainda mais. “Com os professores motivados, os alunos percebem que eles estão lutando para que elas tenham um futuro melhor, o que as incentiva também a lutar por isso”.

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Na mesma tarde, Ricardo Berkiensztat, vice-presidente da Federação Israelita do Estado de S.Paulo, falou sobre a ameaça dos terroristas do Estado Islâmico (EI): “Todos têm que acordar quanto ao EI, pois eles não irão parar até transformar o mundo naquilo que eles querem, com uma interpretação radical e fundamentalista do islã. Todos tem que se unir, incluindo os muçulmanos moderados, que são as maiores vítimas desse grupo”. Ele ressaltou que o antissemitismo está se alastrando por todos os continentes, principalmente na Europa. “Como disse o nosso presidente Mario Fleck, mataram os chargistas na França porque criaram desenhos que eles consideraram ofensivos, mataram policiais porque queriam proteger esses chargistas e mataram judeus, em um mercado, pelo simples fatos de serem judeus”.

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