Homenagem a Alexandra Loras

Alexandra Loras, ex-consulesa da França em São Paulo, empresária, autora de livros e consultora de empresas, foi a personalidade homenageada pelo grupo Chana Szenes, em celebração do Dia Internacional da Mulher. Alexandra é militante na defesa dos direitos da mulher e dos negros e, entre outras ações, fundadora do Fórum Protagonismo Feminino, que visa conscientizar a sociedade sobre a diversidade de gênero e raça e incentivar o empoderamento da mulher. O evento foi realizado na Hebraica, com um almoço no Salão Adolpho Bloch, seguido da homenagem no Teatro Anne Frank. A presidente do Grupo Chana Szenes, Rebeca Rosenberg, frisou a importância de sempre se celebrar essa data. “Essa comemoração expressa nossa admiração e reconhecimento por todas as mulheres que lutam pela igualdade de direitos e pela justiça social”.

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Além das mais de 300 mulheres, estiveram presentes na comemoração o secretário de Estado de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Floriano Pesaro, o presidente Executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Ricardo Berkiensztat, a consulesa de Israel em São Paulo, Cecilia Goren, e representantes de diversas entidades judaicas, entre elas um grupo de representantes de Na’amat Pioneiras. “Na história do mundo, temos muitas heroínas que, mesmo com as restrições e humilhações que lhe foram impostas por uma sociedade machista, conseguiram fazer a diferença”, afirmou Pesaro.

A presidente da WIZO-SP, Nava Politi, falou do alcance da Organização no mundo. “Temos 56 federações WIZO espalhadas pelo planeta, movimentando mais de 250 mil mulheres, cujo trabalho é reconhecido pela excelência dos projetos sociais e participação em órgãos como a ONU, junto a Unicef e ao Conselho Econômico Social”.

Alexandra, em seu discurso, falou como na história as mulheres e os negros, e sobretudo as mulheres negras, foram inferiorizados na construção social em relação aos homens e brancos. “Claro que a sociedade evoluiu muito, mas ainda vivemos sob uma narrativa ligada a essa construção machista e preconceituosa do passado”.

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Ela contou como, em diversas situações, sofreu preconceito por ser mulher e negra, e que hoje trabalha para empoderar mulheres e quebrar esse preconceito. “Nós mulheres somos 52% da população do planeta e representamos apenas 6% dos cargos de alto escalão nas empresas, por isso temos que enxergar que estamos em um período de transição e que essa realidade tem que mudar, para reequilibrarmos a sociedade”.

Alexandra abordou diversos aspectos do preconceito, provocando uma profunda reflexão de seus ouvintes. Ao final, foi aplaudida de pé pelo público que lotou o Teatro Anne Frank.

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Para finalizar a tarde, a Orquestra GPA, regida pela maestrina Renata Jaffé, trouxe 40 meninas que emocionaram a plateia executando de forma erudita e inovadora um repertório popular, desde o tango argentino a cantigas de rodas brasileiras.