Homenagem a Margarida Grin z’l

A Sede ficou lotada para o kavot merecido a uma de suas mais atuantes chaverot, Margarida Grin. O ato se deu no salão nobre da entidade, que leva o nome da homenageada. Paradigma de comportamento comunitário nas fileiras da WIZO São Paulo, Margarida ocupou por longos e dedicados anos diversos cargos no Executivo da Organização, sendo presidente, diretora de Finanças e de  Legados, tesoureira, além de ser membro do Conselho Fiscal e, merecidamente, agraciada com o título de Membro Honorário da WIZO Brasil.

A diretora de Organização Etejane Hepner Coin lembrou das origens de Margarida e como ela teve uma vida voltada ao desenvolvimento comunitário. “Vindos da Lituânia, seus pais se estabeleceram em Santo André, e a casa se tornou a primeira sinagoga da cidade; quando cresceu, Margarida veio para São Paulo, onde conheceu seu marido Henrique (Heschel) Grin e se tornou uma grande ativista comunitária”, contou. Sua entrada na WIZO São Paulo se deu a convite de Antonieta Feffer, onde, com sua habilidade de trabalhar em grupo, idealizou o Coral Sharsheret, formou o grupo Tiferet e se empenhou em diversos projetos de sucesso.

A presidente de Honra da WIZO São Paulo, Sulamita Tabacof, não pode comparecer, porém enviou sua mensagem: “Eu a conheci bem, pois por quase 45 anos trabalhei junto com Margarida na WIZO; sua dedicação à causa sionista, seu amor a Israel e a nossa querida Organização sempre foram de maneira total e absoluta; teremos que realizar grandes esforços para preencher a sua ausência”.

Para descrever a personalidade de Margarida, o rabino Shalom Ber Gourarie falou sobre a diferença dos conceitos de Chessed e Tzedaká. “Tzedaká está relacionado a se dedicar a uma boa causa, enquanto Chessed está ligado ao coração, ao sentimento; o que ouvi falar de dona Margarida é alguém que unia estes dois conceitos, pois ela sempre praticou Tzedaká com sentimento”.

A filha de Margarida, Guita Debert, falou sobre a importância da WIZO para sua mãe. “Através do ideal do sionismo, a WIZO consegue congregar chaverot para ajudar as pessoas mais necessitadas, e isso é uma ótima receita para a longevidade das suas voluntárias; minha mãe viveu 97 anos, uma longevidade de alegria e trabalho social que preencheram sua existência.”

Ao final, homenageando sua idealizadora, o Coral Sharsheret entoou as canções Hallelujah, de Leonard Cohen, e “Se todos fossem iguais a você, de Tom Jobim.