Impressionismo francês

No encerramento das atividades do semestre, a historiadora de arte Jocelyne Harari fez uma palestra sobre o Impressionismo Francês, movimento que revolucionou as artes plásticas no século 19. “Os pintores impressionistas romperam com as regras acadêmicas da pintura, com pinceladas soltas e foco na variação das cores”, explicou Jocelyne.

O movimento teve muita resistência, em um primeiro momento, dos críticos, que não reconheciam a virtude daquelas pinturas. A historiadora mostrou quadros de pintores importantes do movimento, como “Impressão: nascer do sol” (1872), de Monet (daí o nome Impressionismo), além de obras de Renoir, Manet e de artistas menos conhecidos, como Alfred Sisley e Camille Pissarro. Sempre contextualizando com o momento histórico, como a revolução industrial, a palestrante contou um pouco a vida de cada artista e de suas obras. “Pissarro, por exemplo, ficou encantado com a luz elétrica, que iluminou Paris, e pintava quadros que refletiam esse seu encanto”.

Outro ponto interessante abordado por Jocelyne foi o papel das mulheres no Impressionismo, tanto as modelos como as artistas. “Até então, o nu feminino era apenas de figuras clássicas, mitológicas, e o movimento trouxe prostitutas e mulheres comuns para o centro da tela, desafiando o padrão da época”.

Entre as artistas, ela destacou Mary Cassat, que mesmo nascendo nos EUA, é considerada uma das grandes pintoras do impressionismo francês, e Eva Gonzalès, discípula de Manet, que também teve grande relevância na época.

Ao final, a sensação das voluntárias foi de uma grande aula sobre um dos períodos mais férteis da produção artística mundial.