Jamais esqueceremos!

Foi realizado, na sede, o ato de Yom Hashoá, o Dia de Recordação do Holocausto, que relembra uma das maiores barbáries cometidas na história da humanidade: o assassinato de seis milhões de judeus apenas por serem judeus.

A tarde começou com a palestra de Henry Gherson, da Federação Israelita do Estado de São Paulo, que discorreu sobre a recém promulgada lei polonesa que pune aqueles que culparem o país por qualquer aspecto relacionado ao Holocausto. “Quem falar algo que envolva os poloneses à matança nazista é punido com até três anos de prisão e multas”, explicou.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou essa atitude do governo polonês como uma tentativa de reescrever a história. A Confederação Israelita do Brasil enviou uma carta à embaixada polonesa em Brasília, criticando essa postura. “Houve poloneses que ajudaram as vítimas do nazismo, milhares deles reconhecidos como Justos Entre as Nações, pelo Yad Vashem, de Jerusalém – e também houve aqueles que apoiaram os perpetradores. Pensamos que o caminho a ser adotado deve ser o da educação das novas gerações, um enfrentamento corajoso do passado, com todas as dificuldades que isso acarreta – mas não uma legislação que tente punir quem queira discutir questões reais”, diz um trecho da carta assinada por Fernando Lottenberg, presidente da Conib.

Em seguida, a chaverá Rebeca Rosenberg falou sobre Mordechai Anielewicz, líder do levante do Gueto de Varsóvia, um dos momentos mais heróicos e dramáticos da Segunda Guerra Mundial.

Finalizando a tarde, um momento emocionante reuniu as vozes dos presentes à do chazan Sami Cytman entoando o Izkor (oração em homenagem às vítimas da barbárie nazista), seguido do acendimento de seis velas em homenagem aos seis milhões de judeus assassinados.