Mensagem de igualdade

Um dos representantes do diálogo interreligioso da Federação Israelita do Estado de São Paulo, o moré (professor) Gilberto Ventura, falou de sua vivência durante a premiação do Concurso de Pintura e Desenho 2014. “Resolvi fazer capoeira e o instrutor questionou o porquê de eu querer praticar aquela arte marcial e eu respondi: Porque eu sou negro, porque eu sou brasileiro. E todo brasileiro tem a luta e a perseverança negra. O professor se convenceu (mas meu corpo não). Não podemos negar que, em nosso país, existe racismo, antissemitismo, e os quadros desses jovens são o símbolo de uma luta diária pela convivência, interação e justiça social.”

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Iza Mansur, presidente da WIZO-SP, José Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares e o cônsul de Israel em SP, Yoel Barnea

Algumas escolas mandaram representantes mesmo sem ter participantes premiados no Concurso. Foi o caso da Escola Estadual Miguel Vicente Cury de Campinas, que organizou uma caravana de mais de 40 alunos acompanhados da diretora, professora de Arte e da coordenadora do Projeto de Lei que trata de questões da Africanidade, a professora Tania Maria Ribeiro. José Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, instituição de ensino privada, sem fins lucrativos, que visa a inclusão do negro no ensino superior e a discussão da diversidade social, também marcou presença na premiação. “Nessa tarde, através da arte, sentimos um pouco do espírito de Zumbi dos Palmares entre nós e a representação da dignidade humana pela criação de jovens, que produziram um material com tão alta qualidade”, disse o reitor.

Roseli Ventrella, da Secretaria da Educação, que ganhou, na edição passada do Concurso, a oportunidade de visitar Israel, relatou como foi essa experiência, ilustrando com fotos sua passagem por Tel Aviv, Jerusalém e a emoção que sentiu quando visitou Yad Vashem, o Museu do Holocausto. “Eu relutei a ir a esse Museu, pois não sabia se iria aguentar ver a representação daquelas atrocidades. Saí abalada e fui ao Museu das Crianças. Ao entrar lá, havia pequenas luzes em um ambiente escuro, tudo muito singelo, foi uma experiência única”.

A cerimônia ainda teve a parte musical, com o Coral Sharsheret cantando os hinos nacionais de Brasil e Israel e duas músicas de seu repertório e o violinista Rafael Araújo, que tocou Aquarela do Brasil e Hava Naguila. Todos os convidados ganharam brindes, camisetas, bonés, artigos escolares e ainda participaram do sorteio de uma bicicleta, entregue ao feliz ganhador, membro da caravana de Campinas.

 

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