O exemplo de Israel no uso da água

Com graduação em Física, mestrado em Filosofia e doutorado em História da Ciência, José Luiz Godfarb é hoje professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e diretor da EDUC, a Editora desta universidade, além de presidir a Cátedra de Cultura Judaica da PUC/SP.

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Goldfarb esteve na WIZO-SP, onde falou sobre dois livros recém-lançados pela EDUC: Faça-se a Água, do norte-americano Seth Sieguel, que usa o exemplo israelense para a solução da crise global de água; e A Força da Mentira – A grande farsa de Os protocolos dos sábios de Sião, de Hadassa Ben-Itto.

Sobre o primeiro, Goldfarb enfatizou que “com o nível econômico das pessoas crescendo, e mais consumo, a água logo não será suficiente para todos e poderá até ser a razão das próximas guerras”. No entanto, ele diz que esse problema tem solução, que pode ser baseado no exemplo israelense, e é exatamente o que mostra Sielgel em seu livro. “Imaginava-se que, quando Israel chegasse a um milhão de habitantes, não haveria água para todos, mas graças à mentalidade de kibutz – de que a água é de todos e não particular – e investimento em tecnologia, o país superou esse desafio.” Algumas das soluções inventadas pelos israelenses e relatadas no livro são a irrigação por gotejamento, o controle de vazamentos por softwares especializados, a dessalinização da água do mar, o reuso de 80% da água, entre outras.

A respeito do livro “A Força da Mentira”, Goldfarb contou que a autora Ben-Itto relata uma história de um século atrás e analisa como o panfleto antissemita “Os Protocolos dos Sábios de Sião” conseguiu ganhar a força que teve na época. “Essa ideia de uma falsidade que tem poder, mesmo depois de desmentida, é um tema bastante contemporâneo, que hoje chamamos de fake news, e que virou algo recorrente em meio a diversos grupos radicais”, falou Goldfarb.