Operação Entebbe na Sede

Em 1976, uma aeronave da companhia aérea Air France, que fazia a linha Tel Aviv-Paris, com 248 passageiros a bordo, foi sequestrada por membros da Frente Popular para a Libertação da Palestina e das Células Revolucionárias da Alemanha e desviada para Entebbe, o principal aeroporto de Uganda. Uma missão de resgate contraterrorista foi levada a cabo pelas Forças de Defesa de Israel, libertou os reféns e os levou com segurança até Israel, em uma das mais fantásticas ações militares de todos os tempos, conhecida como Operação Entebbe.

Renato Sacerdote e Ary Diesendruck, da produtora Quem Somos, são os diretores de um documentário sobre esta ação. Eles entrevistaram dois dos três brasileiros que estavam no avião, além de um comandante e um soldado da operação. “Demoramos cerca de um ano e meio para concluir o filme, principalmente pela espera das autorizações para entrevistarmos Doron Almog, um dos comandantes da operação, e o soldado Amon Peled”, contou Sacerdote, que apresentou o filme na Sede, para um público muito interessado.

Uma das curiosidades contadas por Sacerdote foi sobre a aproximação de um dos terroristas, que havia morado no Brasil, com os reféns brasileiros. “Não está no filme, mas nas entrevistas que fizemos eles relatam que o terrorista havia vivido um tempo em São Paulo e contou que gostava de ir aos jogos do Corinthians, o que facilitou para que os brasileiros fossem libertados nas primeiras levas, com os reféns não-judeus”.

O documentário foi exibido no Festival de Cinema Judaico, na Hebraica, e também pode ser conferido gratuitamente no http://quemsomos.net.br/entebbe.