Os judeus na construção do Brasil

As historiadoras Daniela Levy e Lina Gorenstein estiveram na Sede, onde falaram sobre a contribuição dos judeus na formação do Brasil. Antes da palestra, a WIZO-SP recebeu o candidato a vereador Raphael Hamaoui, apresentado pelo jornalista Alberto Danon. Veterinário de formação e com pós-graduação em gestão pública, Raphael prometeu lutar por políticas mais justas para com os animais e atender as demandas da comunidade judaica na Câmara. “Quero continuar próximo da comunidade, como sempre fui”, falou.

No início de sua apresentação, Lina Gorenstein falou dos difíceis tempos vividos pelos judeus e cristãos-novos (judeus que se convertiam para fugirem à perseguição, mas que mantinham os costumes judaicos de forma escondida) durante a época da Inquisição. “No Brasil, se achava que o judaísmo se transmitia pelo leite materno e pelo sangue e, por isso, muitas mulheres, mesmo que convertidas, eram perseguidas e torturadas”, contou.

Daniela falou sobre o livro “Os judeus que construíram o Brasil”, escrito pelas duas historiadoras em parceria com a professora Anita Novinsky e Eneida Ribeiro. “O primeiro cristão-novo que veio ao país foi Gaspar da Gama, conselheiro-almirante de Pedro Álvares Cabral. Fernando de Noronha, que liderou o consórcio de exploração do pau-brasil, e que hoje dá nome a um arquipélago, também era cristão-novo, assim como muitos bandeirantes. “O único momento em que os judeus puderam viver como judeus no país na época da Inquisição foi durante a invasão holandesa, entre os anos de 1580 e 1640”, contou.

Ao final, as historiadoras responderam às perguntas do público presente.