Zika na política

A situação política brasileira está passando por um momento delicado e ninguém sabe o que poderá acontecer nos próximos meses.

Para debater esse assunto e tentar traçar uma perspectiva para o futuro do nosso país, foi convidado o jornalista Carlos Brickmann, que discorreu sobre o tema “Zika na Política” em palestra na Sede. O convidado foi apresentado pela voluntária e jornalista Desirée Suslick que trabalhou com ele por três anos na Folha de S. Paulo. “É impossível falar da história da imprensa brasileira sem mencionar Carlos Brickmann”, disse Desirée.

Antes da palestra, Clara Back, presidente do Grupo Tiferet, da WIZO-SP, contou sobre as atividades do seu Grupo, como a venda de chocolates de Rosh Hashaná e produtos para Pessach, além de ajudar na catalogação dos trabalhos no Concurso de Pintura e Desenho. Aliás, os preparativos para as vendas de artigos para Pessach deste ano já estão a todo vapor. “Já no final de março, teremos matzot importadas e nacionais, vinhos Guefen, entre outros produtos, tudo com preço abaixo do mercado”, informou.

No início de sua apresentação, Carlos Brickmann se mostrou pessimista sobre os rumos da política brasileira. “A crise não é apenas econômica, mas moral, estamos em depressão”, afirmou.

Com bom embasamento, adquirido em anos de experiência em grandes jornais, Brickmann falou sobre a falta de planejamento do governo federal, assim como dos estaduais e municipais. “Um exemplo é a transposição do rio São Francisco, que quando for concluída, não haverá água, já que a vazão do rio tem diminuído a cada ano pelo desmatamento nas margens”.

Ele também falou sobre a importância de uma reforma política e criticou a existência do fundo partidário, que só serve para a criação de partidos de aluguel, e horário gratuito na TV. Citando o sistema americano como exemplo, Brickmann discorreu sobre como o dinheiro público é mal usado e nossas autoridades possuem muito privilégios. “O presidente Barack Obama precisa pagar seu almoço na Casa Branca e juízes e desembargadores usam seus próprios carros para ir ao fórum”. Ele também deu o exemplo da premier alemã Angela Merkel, que ao tirar férias na Croácia, seu marido foi de voo comercial, separado, para acompanhá-la, pois senão teria que pagar tarifa cheia de primeira classe para viajar no avião oficial.

Ao final, sua mensagem não foi muito otimista. “Não vejo hoje uma liderança política que possa mudar esse cenário”, afirmou.